terça-feira, 18 de março de 2014

Arco Viário - Trajeto da Destruição

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Esta imagem nos revela o que sobrou de Mata Atlântica em Pernambuco. 
As linhas brancas representam as divisas do nosso Estado: ao norte, com a Paraíba, e ao sul com Alagoas. 
Verifique que nada sobrou! Com algum esforço podemos detectar ao norte uma pequena mancha verde.  
Para os que perceberam a mancha verde, ela é o que se reconhece como o "maior fragmento de Mata Atlântica ao norte do Rio São Francisco". É onde se concentram os mais importantes ativos ambientais da APA Aldeia-Beberibe.

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Na imagem acima nós podemos perceber com mais clareza o que nos restou. 

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E agora, esta última imagem nos explica o que representa o Arco Viário do DNIT.
Estão pretendendo rasgar o último filete de mata que nos resta, com tantas alternativas locacionais existentes!
Observe na primeira imagem o mundo de terra que existe acima do fragmento de mata.
Deve haver alguma razão ainda oculta para esta insanidade!

domingo, 16 de março de 2014

JC e Folha Publicam Luta do Fórum

Saiu no JC de hoje, a seguinte matéria, assinada por Cláudia Parente:

Ambientalistas querem impugnar novo traçado do Arco Metropolitano - Segundo o Fórum Socioambiental de Aldeia, mais de 30 hectares de mata atlântica seriam desmatados

O Fórum Socioambiental de Aldeia entrou com pedido de impugnação, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do edital RDC Presencial 675/2013 que trata da contratação de empresa para elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia e obras de implantação do Anel Viário da Região Metropolitana do Recife, mais conhecido como Arco Metropolitano. O Fórum alega que o objeto do edital é ilícito porque o projeto apresentado pelo Dnit não tem Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) nem licença prévia, conforme exige a legislação. No dia 31 deste mês termina o prazo para as empresas apresentarem suas propostas.

“Esse projeto ainda é mais danoso ao meio ambiente que o outro, indeferido pela CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente)”, assegura o engenheiro Herbert Tejo, membro do Fórum e do Conselho Gestor da Área de Preservação Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, que pode ser afetada pelo empreendimento. Ele se refere ao anteprojeto elaborado pelo consórcio Odebrecht Transport, Invepar e Queiroz Galvão, que exigiria a supressão de mais de 30 hectares de mata atlântica. A estrada teria 77km e cortaria a APA quase ao meio, na altura da mata do Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), em Araçoiaba, de propriedade do Exército.

Depois de sugerir alterações no traçado, a CPRH decidiu arquivar de vez o projeto em janeiro, quando a obra saiu da esfera estadual (Departamento de Estradas de Rodagem-DER) para a federal (Dnit). Agora, o edital do Dnit mostra outra proposta, cortando a APA na Mata da Pitanga, da Usina São José. “Esse traçado passa por três Refúgios de Vida Silvestre (áreas de proteção integral) e vai atingir a nascente dos Rios Utinga e Bonança”, afirma Herbert Tejo, informando que esse anteprojeto foi elaborado pela Consulplan ainda em 2008, por encomenda da Secretaria de Transportes de Pernambuco.

Na quarta-feira (12), uma comissão do Fórum se reuniu com o diretor-presidente da CPRH, Carlos André Cavalcanti. Ele confirmou que o órgão não recebeu nenhum pedido de licença para outro projeto. “Não importa em que esfera seja, essa obra precisa de licenciamento”, disse, explicando que a licença só é concedida depois da análise do EIA-Rima. Segundo Carlos André, o Ibama também pode dar a licença, mas a assessoria do órgão informou que ainda não há decisão nesse sentido.

Para evitar perda de mata atlântica, o Fórum de Aldeia defende uma terceira via. Em vez de cortar, a estrada contornaria a mata. O percurso total aumentaria de 77km para 98km. “Dizem que a obra ficaria mais cara, mas quem é que sabe quanto as empresas terão que pagar de compensação ambiental se desmatarem a APA? Só um estudo de impacto poderia determinar isso e não foi feito”, argumenta Herbert Tejo.

sábado, 15 de março de 2014

Arco Viário - Alternativa


A foto acima mostra a alternativa de traçado do Arco Viário que traz menos prejuízo ao meio ambiente. Este trajeto sai da BR-101, corre paralelo à PE-41, circunda o município de Araçoiaba e vai ao encontro da BR-408.  

Fica a pergunta no ar: por que se opta por um traçado destrutivo quando existem outras alternativas? Se é para desrespeitar o Decreto que criou a APA Aldeia-Beberibe, por que e para que ela foi criada?

sexta-feira, 14 de março de 2014

Licitação Adiada

O FÓRUM INFORMA:


A ABERTURA DA LICITAÇÃO DO ARCO VIÁRIO METROPOLITANO FOI ADIADA PARA O DIA 31/03/2014.

Precisamos mais do que nunca manter nossa mobilização!


CONTAMOS COM TODOS!

O FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DE ALDEIA desenvolverá todos os esforços para denunciar nossa convicção: O OBJETO DESSA LICITAÇÃO, NOS TERMOS APRESENTADOS, SEM EIA/RIMA, SEM LICENÇA AMBIENTAL PRÉVIA, É OBJETO ILÍCITO. 

Arco Viário - Impactos


Apresentamos a imagem do TRAJETO DO ARCO VIÁRIO que está sendo licitado pelo DNIT no trecho que corta a APA Aldeia-Beberibe. A rodovia está destacada em AZUL. As linhas que contornam o traçado destacadas em AMARELO representam a ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA – AID, cujo impactos se estendem a 1 km das bordas do Arco.

O diagnóstico de qualquer estudo ambiental começa pela definição das Áreas de Influência do empreendimento.

A primeira Área de Influência é denominada ADA - Área Diretamente Afetada. É a própria área de domínio da rodovia, ou seja em torno de 100 m.

Os impactos de uma rodovia se estendem influenciando o ecossistema em grande extensão.

Área de Influência Direta (AID), demarcada na imagem, é aquele território onde os aspectos e características físicas, biológicas e socioeconômicas dos ecossistemas sofrem os impactos de maneira primária, tendo suas características alteradas, ou seja, há uma relação direta de causa e efeito;

Área de Influência Indireta - AII - área no entorno da rodovia onde os impactos se manifestam com menor intensidade e geralmente de forma indireta, sobre o meio físico biótico. E também resulta em impactos no meio socioeconômico, muitas vezes impondo revisão nos planos diretores dos municípios envolvidos. No estudo que foi feito pelo consórcio (já citado em nossas publicações, essa área foi definida em 10 Km).

NADA DISSO FOI ESTUDADO PARA O TRAJETO QUE ESTÁ SENDO LICITADO PELO DNIT, SIMPLESMENTE PELO FATO DE QUE INEXISTE UM ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA/RIMA).

quinta-feira, 13 de março de 2014

Arco Viário - Impugnação ao Edital

Na tarde de ontem (12/03/2014), o Fórum Socioambiental de Aldeia deu entrada, em Brasília, no DNIT, a uma impugnação ao Edital de Licitação das obras do Arco Viário Metropolitano.

Para quem desejar conhecer os argumentos segue abaixo o link do DNIT. Chegando lá é só clicar em IMPUGNAÇÃO AO EDITAL -FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DE ALDEIA.

http://www1.dnit.gov.br/editais/consulta/resumo.asp?NUMIDEdital=4416

Pedimos aos ADVOGADOS que nos lêem e queiram contribuir com nossa luta, que nos contatem enviando mensagens privadas ao Fórum através do Facebook ou através do e-mail: forumdealdeia@gmail.com.

Agradecemos a todos pelo engajamento. Tivemos, no Facebook, até o momento, 1.131 compartilhamentos das nossas últimas postagens (725: Síntese da Denúncia das Irregularidades do ARCO; 277: Carta a FIAT, e 129: Carta ao Governador Eduardo Campos). Sem dúvida, um marco animador na nossa história, esperando chegar a 2 mil!

terça-feira, 11 de março de 2014

O Arco Viário e a Fiat - Denúncia

“A Mata Atlântica, considerada patrimônio nacional pela Constituição Federal, estendia-se, originalmente, por cerca de 1.300.000 km2 do território brasileiro. Hoje, os remanescentes primários e em estágio médio/avançado de regeneração estão reduzidos a apenas 7,84% da cobertura florestal original, o que compreende aproximadamente 100.000 km2. Isso faz com que o Bioma Mata Atlântica seja considerado o segundo mais ameaçado de extinção do mundo. Destes 100.000 km2, apenas 21.000 km2 (equivalentes a aproximadamente 2% da área original), estão protegidos em Unidades de Conservação de Proteção Integral.” (Extraído de Caderno nº 33 da série Políticas Públicas – Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006). 

Conforme é público e notório, a Fiat vem cobrando do Governo a construção do Arco Viário Metropolitano. Até aí, tudo bem. As estradas estão congestionadas. O problema é o local onde se pretende construir a obra: dentro da APA (área de proteção ambiental) Aldeia-Beberibe. Será que a Fiat, que se diz uma empresa ecológica, sequer imagina as proporções do crime ambiental que uma rodovia desse porte acarretará?

Perguntamo-nos qual o motivo de se insistir num traçado do Arco Viário destruindo parte das nossas reservas, quando existe outro traçado (ou alternativa), passando pelos arredores do Município de Araçoiaba, cujo trajeto, segundo estudos já efetuados, aumentará o percurso em ínfimos 10,9 minutos? 

Estamos nos aproximando de uma data funesta, o dia 19/03/2014, data em que está prevista a abertura da licitação do Arco Viário. As Unidades de Conservação e Proteção Integral a serem atingidas são:

- Refúgio da Vida Silvestre Mata de Miritiba
- Refúgio da Vida Silvestre Mata de Quizanga
- Refúgio da Vida Silvestre Mata da Usina São José.


Duas destas unidades serão praticamente condenadas à extinção.
Tudo isso com atropelamento de todas as leis ambientais estaduais e federais, sem Estudo de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, sem ouvir a sociedade civil e sem audiência pública. E com a Anuência (por ação ou omissão) de todos os Matizes Partidários.

Algo precisa ser feito. O mundo precisa tomar conhecimento deste desnecessário crime ambiental.

Amplie nossa denúncia. 
Participe das nossas reuniões.
Una-se a nós no Facebook. 
Já estamos com quase 600 compartilhamentos. 
Vamos continuar. 
Não ficaremos assistindo de braços cruzados diante de mais esta destruição.