sexta-feira, 6 de julho de 2012

Reunião de 03/07/2012

O grupo que está elaborando o projeto de segurança para Aldeia, de autoria de Hibernon e composto por Gilberto, Roberto, Marcos e Carlam, está evoluindo, tendo se reunido por três vezes. Têm participado das reuniões representantes da PM e da VIVO.
Hibernon informa que na última reunião compareceram o Major Adelson e o Cap. Sandoval, para quem foi apresentado o esboço do projeto. Estes oficiais a tudo escutaram atentamente e ficaram de levar o projeto para apreciação do Cel. Fernando, comandante do 20º Batalhão.
O Cel. Fernando, com a palavra, parabenizou a comunidade como um todo pela iniciativa e prometeu emprestar sua experiência e a de seus auxiliares diretos para, juntamente com o Grupo de Segurança, discutirem em seus mínimos detalhes essa excelente iniciativa do Fórum. Considera importante o diálogo com a SDS e o Governo do Estado. Falando sobre a 3ª Companhia instalada em Aldeia, disse que pretende transformá-la num posto de Polícia Comunitária e disse também que é sua intenção colocar o Gati aqui em cima, transformando a sua maneira de patrulhamento. O Gati atua no estilo Rocam. Espera contar com o Fórum no sentido de ser efetuada uma revisão com referência à área de atuação dos batalhões em Aldeia. Destaca, por exemplo, que do km 12,5 para cima compete a outro batalhão o patrulhamento da área.
Dois telefones que poderão ser úteis foram divulgados pelo Cel. Fernando: o 9488-7561 (viatura da patrulha rural - Comandante da Guarnição) e 9488-5730 (Oficial de Operações).
O Presidente do Fórum, Prof. Ferreira, declarou estar muito satisfeito com a fala do Coronel, ressaltando a importância do trabalho feito dentro dessa sábia filosofia de estreita interatividade com as comunidades. Lembrou que o Canadá é pioneiro na aplicação dessa filosofia, que tem servido de exemplo para o mundo. E lembrou que o Fórum funciona como uma caixa de ressonância das comunidades.
O sr. Paulo César, representante da Vivo, colocou-se à disposição do Fórum para qualquer consulta ou dúvida a respeito do sistema rádio/celular que irá dar suporte ao projeto aqui exposto por Hibernon.
Roberto Jansen  disse que, na realidade, o que se está tentando é que o núcleo de segurança seja seguido por outros segmentos como educação, cultura, saúde, resultando numa integração total, sendo essa a nossa visão de futuro.
Esperamos que o projeto promissor de segurança seja pleno de sucesso.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Reunião de 26/06/2012

Projetos Coincidentes
Na reunião de hoje, nosso associado Roberto Souza Leão nos trouxe a interessante informação de que a polícia de São Paulo, segundo noticiário da TV, pretende implantar o projeto “Vizinhança Solidária”. Este projeto, nas palavras de Roberto, teria semelhanças com o plano “Rede de Segurança Social”, apresentado por Hibernon Souza Cruz na reunião do Fórum da semana passada.


Cidade da Copa
Roberto também informou que, de acordo com o noticiário, a chamada Cidade da Copa terá cerca de 100 mil habitantes. Isto seria uma razão a mais para o Governo do Estado repensar o projeto de construção de um presídio de alta lotação no município de Araçoiaba, pela proximidade da Cidade da Copa.


Carta ao Governador
Hilton Losant leu para toda a assembléia a Carta ao Governador que o Fórum, juntamente com algumas associações, tenciona entregar ao dirigente maior do  nosso Estado, visando sensibilizá-lo sobre o problema  da locação de um sistema presidiário na nossa Região.


Avaaz
O que é e Como Funciona a Avaaz foi o tema do slide-show feito pela associada Dodora Bittencourt.
Como se sabe, além dos abaixo-assinados propagados anteriormente, quando conseguimos quase 10 mil assinaturas, o Fórum está tentando agora sensibilizar um número maior de pessoas através da Avaaz. Para isto, foi mostrado o trabalho dessa instituição não-governamental que, apesar de recente (foi criada em 2007), já conseguiu mobilizações e vitórias populares memoráveis na história do mundo e na história do Brasil.
Quem não lembra do Live Earth, em 2007? A Avaaz foi a parceira oficial do Live Earth, considerado o maior evento para conscientização sobre a crise climática da história do planeta.
O movimento "Salve os Oceanos" é um dos exemplos bem-sucedidos de campanha da Avaaz. Graças a essa mobilização, em abril de 2010 o Reino Unido anunciou seus planos de dobrar a área total de proteção dos oceanos, com uma nova zona de conservação maior do que a Alemanha e a Itália juntas.
No Brasil, a campanha da Avaaz pela "Lei Ficha Limpa" foi considerada o maior movimento brasileiro online da história do país. Mais de 2 milhões de assinaturas foram registradas.
Estas informações são importantes para que nos conscientizemos de que temos em mãos uma ferramenta poderosa na nossa luta contra o presídio de Araçoiaba. Não podemos desprezar o apoio de uma entidade do porte da Avaaz. Esperamos que haja uma maior mobilização de toda a comunidade, no sentido de assinar e propagar a petição online da Avaaz.

Rede de Segurança


Na reunião de 19 de junho último, nosso associado Hibernon Souza Cruz, vice-presidente deste Fórum, reapresentou um projeto de segurança que já havia exposto anos atrás. Este projeto ele chamou de Rede de Segurança Socioambiental.
Visando suprir falhas no sistema de segurança atual, o ponto-chave da Rede de Segurança Socioambiental é a informação. Nosso sistema atual de informação é precário e sujeito a trotes e muitas falhas.
Por isso, Hibernon propõe um projeto que envolva a comunidade de forma precisa, segura e rápida, através de uma rede de informações que usaria equipamentos multiplicadores (PTT) e redes sociais.
Colocada em prática, a Rede de Segurança Ambiental é um plano que, sem dúvida, irá ajudar significativamente a sociedade na luta contra a criminalidade. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Reunião de 12/06/2012

Verônica Azevedo, Delegada do Meio Ambiente, realizou hoje uma excelente palestra, na reunião do Fórum, sobre o tema: "Tráfico de Seres Humanos". 
Fez parte da exposição da dra. Verônica a mostra do DVD "Rotas de Ilusão", um vídeo que nos deixa, no mínimo, preocupados com a questão do tráfico de pessoas, porque traz à tona toda a problemática daquilo que envolve esta temática: exploração sexual, violência, drogas, tráfico de órgãos. Tudo com base em dados reais e em depoimentos de pessoas que passaram pela dramática experiência de terem sido aliciadas.
O Estado de Pernambuco é um dos que fazem parte, no Brasil, da rota nacional e internacional de aliciadores.
Normalmente os aliciados são pessoas pobres, às vezes com famílias desestruturadas, vítimas fáceis dos traficantes, que acenam com emprego, vida boa, viagens, dinheiro. A vítima cai na armadilha e, ao chegar no exterior, torna-se prisioneira de um sistema desumano de prostituição, drogas e todo tipo de exploração humana.
São três os grupos de pessoas que alimentam este tipo de crime: os traficantes, os empregadores inescrupulosos e os consumidores igualmente sem escrúpulos.
Diante dessa realidade, fica patente a responsabilidade da nossa sociedade em ajudar os órgãos públicos e ONGs a deter o tráfico de seres humanos, por meio de denúncias (disque 100).
A Delegada divulgou também o número do telefone do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: 3183 5067.
Com a proximidade da Copa do Mundo, precisamos estar atentos a este tipo de crime, pois Pernambuco receberá milhares de turistas, podendo receber também, infiltrados entre eles, muitos  traficantes. Por isto, a dra. Verônica se disponibilizou a ir às nossas escolas apresentar o vídeo como forma de conscientização dos jovens.
Uma iniciativa louvável, que o Fórum aplaude e aprova.

SOS Polícia de Aldeia!

ALÔ POLÍCIA!
TIVEMOS INFORMAÇÃO DE QUE OS LADRÕES ESTÃO SOLTOS NA ESTRADA DA MUMBECA (PRINCIPALMENTE NA PARTE QUE NÃO FOI ASFALTADA), DEIXANDO ASSUSTADOS OS MORADORES DO CONDOMÍNIO FLOR DO ARAÇÁ!
PEDIMOS A ATENÇÃO DOS NOSSOS COMANDOS PARA ISTO!

Aldeia, por Ricardo Braga

Ricardo Braga, ambientalista e amigo do nosso Fórum,  que nos brindou com uma excelente palestra no Dia do Meio Ambiente último, enviou-nos este e-mail:


"Prezados amigos do Fórum de Aldeia: Publiquei hoje no NE10.com.br a crônica Gestão Ambiental de Aldeia, em minha coluna..."


Agradecemos ao Prof. Ricardo e reproduzimos aqui a excelente crônica publicada hoje:

Gestão Ambiental de Aldeia
Para mim, Aldeia representa o bucólico, a parte do Recife que ainda tem jeito. Traz recordações da infância e adolescência, dos banhos nas quedas d´água quando fui escoteiro, dos passeios de bicicleta quando pedalava solitário, experimentando o contraste de sombra e sol, frescor e calor, nas curvas da estrada ladeada de matas ou de cana. 

Desse tempo, me lembro do coentro e da alface que eu plantava na granja do meu pai, verduras que respondem rápido a quem deseja ver o verde crescer e colhê-lo em pouco tempo; dos pés de macaxeira rosa, arrancados da terra fofa, para depois quebrar a raiz com a mão e vender aos parentes, mercado cativo daquele sobrinho ou neto querido. Mas também recordo dos bichos-preguiça que surgiam do mato e das raposas reconhecidas pelo cheiro, que não se deixavam chegar perto.

Pois no Dia do Meio Ambiente, a convite do Fórum Socioambiental de Aldeia, tive a oportunidade de fazer palestra sobre este espaço que me marcou. Mas não falei sobre as lembranças pessoais e, sim, sobre uma possível gestão ambiental equilibrada, indispensável para que sua unidade, enquanto paisagem e destino privilegiado de se viver, continue existindo.

Sabendo que, em princípio, os anfitriões eram mais conhecedores do que eu - não morador da área - sobre os problemas e virtudes dessa zona que envolve parte ou o todo de sete municípios, resolvi apenas ser facilitador de reflexões, em uma espécie de oficina relâmpago, de duas horas, para que apresentassem percepções, convicções e dúvidas, na expectativa de se construir um quadro orientador de ações futuras. Se não isso, pelo menos que contribuísse para tal.

Estimulei então que o grupo presente exercitasse apresentar as possíveis visões do território pelos diferentes atores sociais e políticos que atuam sobre ele, e daí buscasse entender os interesses, por vezes conflitantes, sobre a região. Para isso, foi preciso que os participantes se assumissem na pele de cada segmento, evitando contaminar essa percepção com a sua própria, dando uma chance para reconhecer valores e interesses de outros, que não coincidem necessariamente com os seus, mas que não podem ser ignorados, por efetivamente fazerem parte do jogo da gestão.

Assim, neste rico exercício, pudemos identificar aquilo que seria a visão diferenciada do governo estadual, das prefeituras municipais, dos empresários, dos moradores de baixa renda e de classe média, dos ambientalistas e até da criminalidade.

Na perspectiva da visão do governo estadual, entendeu-se que seu entendimento ainda não é sistêmico, enxergando-se contradições entre o discurso conservacionista relacionado à Área de Proteção Ambiental (APA) de Aldeia e as iniciativas do anel viário e do presídio. Por parte dos governos municipais, o entendimento é que as prefeituras não se motivam a ter uma visão diferenciada para este território, a articular soluções integradas com as demais prefeituras e com o governo estadual. Elas, no máximo, atendem a insistentes demandas de moradores em sua jurisdição. Talvez porque Aldeia, como região de fronteiras municipais, represente espacialmente a franja ou borda de alguns desses municípios.

Foi explicitada também uma ambivalência do setor empresarial, em que alguns apostam na manutenção da paisagem para o turismo sustentável, enquanto outros usam a imagem de natureza para vender as terras parceladas por empreendimentos imobiliários nem sempre compromissados com a preservação.

Enquanto isso, os moradores, pelo menos aqueles de classe média, optam por Aldeia atraídos pela liberdade de espaço, pelo clima e pela tranquilidade. Mas, na percepção dos presentes, muitos deles apenas idealizam um novo modo de viver, trazendo consigo, no entanto, os hábitos de consumo e de agitação da metrópole, induzindo inconscientemente a mudança do perfil da área.  Já os de baixa renda buscam Aldeia como chance de emprego e de ocupação de pequenos terrenos para moradia, escassos onde moravam, não enxergando as matas com interesse, a não ser como oportunidade de lenha e madeira.

E os ambientalistas, o que esperam de Aldeia? Consideram-na o seu ponto de fuga, a possibilidade de viver os próprios conceitos. Ainda encontram belos espaços de floresta e água, esconderijos do silêncio e oportunidades de se manter em uma economia paralela à de consumo, a da arte, da formação pessoal e do exercício espiritual. Mas, aos poucos, se sentem encurralados pelos sons eletrônicos das multiplicadas casas de festejos, pelos novos parcelamentos do solo e eventuais assaltos.

Ainda bem que Aldeia não é o lugar ideal para a criminalidade, personificada naqueles a quem chamei na ocasião de almas sebosas. Embora existam algumas oportunidades, ainda é mais fácil atuar em áreas urbanas, usando essa região mais como rota de fuga.

Nas múltiplas visões, sente-se claramente uma diferença entre as dos governos e da sociedade. Em princípio, isso não deveria acontecer, uma vez que em uma democracia os governos foram feitos para o povo e pelo povo, portanto, com interesses coincidentes. Porém é possível entender a discrepância de olhares em relação à gestão ambiental do território.

O cidadão enxerga primeiramente os problemas ambientais locais, à sua porta ou no seu entorno. Só quando busca solucionar esses conflitos e se associa a vizinhos, descobre que a questão é mais ampla e reconhece que a problemática é, no mínimo, regional, o que lhe exige se associar em grupos organizados e buscar influenciar as políticas públicas. Ou seja, o olhar pela sociedade é do micro para o macro, na perspectiva de se atingir uma gestão ambiental que atenda à coletividade.

Já os governos enxergam as mesmas questões a partir do macro, reconhecendo que é preciso compreender as grandes questões para então formular políticas públicas, que depois permitam a definição de diretrizes governamentais e a elaboração de programas (incluindo orçamento), que possam viabilizar projetos locais. Esses, sim, de interesse final do cidadão. Mas é certo que, muitas vezes, esse laborioso e longo processo se perde no meio do caminho e o discurso das autoridades se dissolvem nas entranhas da máquina pública ou desaparecem quando acabam os seus mandatos.

Portanto, o grande desafio da gestão do interesse público, e nele se inclui a gestão ambiental, é de os governos enxergarem no seu fazer a necessidade local e os grupos sociais organizados enxergarem a política pública como essencial para gerar mudanças locais permanentes e sustentáveis.

Nesse contexto, se apresenta a Área de Proteção Ambiental (APA) de Aldeia, recém-criada pelo Governo do Estado por demanda do Fórum Socioambiental de Aldeia, como excelente oportunidade da gestão ambiental compartilhada. Mas esse assunto fica para outra crônica.

(RICARDO BRAGA é ambientalista, professor da UFPE e ex-secretário executivo de Meio Ambiente de Pernambuco. E-mail: ricardobraga.jc@gmail.com)

Para quem quiser ler a coluna de Ricardo no local original, basta acessar:

http://ne10.uol.com.br/coluna/foco-ambiental/index.php

domingo, 10 de junho de 2012

Tráfico de Seres Humanos - Palestra

Convidamos a todos para a palestra da próxima terça-feira (12 de junho de 2012), cujo tema é: “Tráfico de Seres Humanos”. A expositora é a Delegada Verônica Azevedo.
Aguardamos sua presença!